Reumatologista da Unimed Araxá responde à pergunta que ainda é uma dúvida frequente nos consultórios
Entre as doenças denominadas como “reumatismos”, a osteoartrose (OA) ou osteoartrite é a mais frequente. Ela representa cerca de 30% a 40% das consultas em ambulatórios de reumatologia. Segundo o reumatologista da Unimed Araxá, Rodrigo Montandon Esteves Pires, ao contrário da osteoporose, quando ocorre perda de massa óssea e fraturas, neste caso é observado um afilamento e um desgaste progressivo da cartilagem.
“Na OA é comum a ocorrência de osteófitos, conhecidos vulgarmente na coluna como `bicos de papagaio´. Sua incidência aumenta com o passar dos anos, sendo pouco comuns antes dos 40 e mais frequentes após os 60. Aos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30% a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias queixam-se de dor crônica”, explica.
A doença pode ser primária, genética ou ter uma causa conhecida (secundária). Nesse caso, vários fatores podem estar envolvidos, desde problemas nas articulações, alterações do metabolismo, lesões de meniscos e ligamentos; a fraturas mal consolidadas e obesidade “A participação da hereditariedade é importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os nódulos dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos). As articulações mais frequentemente acometidas são joelhos, quadris, mãos, coluna cervical, coluna lombar, acromioclavicular e primeira metatarsofalangiana”, ressalta.
Principais sintomas
- Dor articular no início dos movimentos
- Rigidez matinal
- Aumento de volume
- Limitação
- Instabilidade articular
Tratamento
O tratamento é baseado na educação do paciente, perda de peso, calçados adequados, órteses, terapia física e reabilitação, terapia ocupacional, terapia medicamentosa, cirurgias e atividade física.
Exercícios
A osteoartrite pode ser consequência de exercícios físicos, mas, não se engane. A participação deles no tratamento pode ser determinante. “A nutrição de uma articulação depende de sua atividade dentro de limites fisiológicos. Portanto, usar a articulação de um modo adequado é fundamental para a sua saúde e a falta de atividade física é nitidamente prejudicial”, destaca o reumatologista.
Exercícios de alto impacto, duradouros e prolongados observados em atletas de elite, idosos, corredores de longa distância e em algumas profissões são lesivos para a cartilagem. Por outro lado, a restrição à atividade física leva a instabilidade articular, diminuição do condicionamento físico, fraqueza e hipotrofia muscular com exacerbação da dor e aceleração do comprometimento articular.
“Quanto à participação dos exercícios no tratamento das artroses basta acentuar que eles conseguem melhorar o desempenho funcional das juntas, diminuem a necessidade do uso de medicamentos e têm ainda influência sobre o estado geral do paciente, trazendo, inclusive, benefícios psicológicos, podendo atuar modificando possíveis fatores de risco na progressão da doença. Os exercícios são particularmente úteis quando há instabilidade articular e o fortalecimento muscular é o principal pilar do tratamento. O fortalecimento da musculatura anterior da coxa é fundamental e indispensável no tratamento da artrose de joelho. Os exercícios posturais , musculação, hidroginástica e caminhada também são de grande valia”, conclui.
Unimed Araxá
A Unimed Araxá atua na região há 32 anos. Tem atualmente 200 médicos cooperados das mais diversas especialidades, com aproximadamente 25 mil clientes, 650 empresas contratantes nas cidades de Araxá, Ibiá, Campos Altos, Perdizes, Pedrinópolis, Tapira e Pratinha, além de atender cerca de 15 mil beneficiários de intercâmbio.
Desde 2017 a Unimed Araxá tem seu hospital próprio, que conta com o que há de mais moderno e eficiente na área e que também integra um Centro de Diagnóstico por Imagens e um moderno laboratório de análises clínicas. Mais recentemente inaugurou sua Clínica Multidisciplinar que tem atendimento exclusivo de profissionais como psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Junto ao prédio central, oferece ainda equipe integrada e programas de saúde voltados à melhoria de qualidade de vida, promoção da saúde e prevenção de doe nças no Espaço Viver Bem. A rede credenciada de serviços é composta ainda por seis hospitais, 15 laboratórios, 33 clínicas, além de aproximadamente 300 colaboradores de forma direta.